
Lua cheia
Me lembra você:
Uma luz no meio da escuridão
Não que você reflita a luz de outros
(você tem sua própria chama:
Aquela de quem ama)
É algo raro hoje em dia:
Alguém em quem confiar
Quem respeitar
Quem amar
Uma ilha no meio do oceano
Uma luz em meio perfeito às trevas
Te amar é o mais perfeito plano
Sob o luar, nas doces relvas
Lua minguante
Me lembra você também
Faz-me lembrar seus momentos
Horas de ódio contra a natureza
Você cabisbaixa, como dizia o cantor:
“A minha gente sofrida
Anda olhando de lado”
O mundo parece prestes a acabar
A vida parece quase terminar.
Lua nova
Esta não me lembra você
Pois sei que por maior que a tristeza seja
Jamais terá forças para te apagar
Pode devorar um pedaço de ti
Mas sempre haverá uma centelha
Pronta para iluminar a mim
Centelha semente
Semente que nasce de repente
Lua crescente
Me recorda que a semente
Sempre gemina, cedo ou tarde
Mesmo sem alarde
Apenas espera que a chuva lhe molhe
Que o sol lhe dê forças
Lembra-me que a centelha
Se transforma em fogueira
Renasce como a Fénix das cinzas
Supera dificuldades mil
Lua cheia novamente
A vida anda em círculos
Um dia no alto, um dia no fundo
(mas o amor continua profundo)
é assim que as coisas são no mundo
a lua a me iluminar
tua face a contemplar
teu corpo a acariciar
tu inteira a amar
Luar...
Companheiro dos poetas
Amigo dos apaixonados
Doce lua...
Me lembra você, como já disse o poeta:
“eu vivo sonhando em ser astronauta
Eu olho pra lua, eu sinto a tua falta”
Ver o luar, tocá-lo ao meu lado
Sonhar com o luar, amá-lo ao meu lado
Simplesmente te amar
Pra se dizer o que se quer dizer
Não é preciso rimas ou refrões
É preciso certeza do que fazer
E confiar nas próprias emoções
“há pessoas que transformam a lua
numa simples mancha branca,
mas há também aquelas
que fazem de uma simples mancha branca
a própria lua”.
(André Luis Dantas)